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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

10 Anos - Ministério Pastoral

10 Anos - Ministério pastoral

Agradeço a Deus por me capacitar diariamente para a Sua Obra.
Ele sabia que não era bom eu estar só e, por isso, deu-me a minha mulher.
Tê-la ao meu lado é um lembrete diário de como Deus me dá muito mais do que aquilo que eu mereço, porque sem ela muito dificilmente conseguiria fazer o que fazemos e ultrapassar o que temos ultrapassado.
Ela não é pastora, mas é a minha mulher. No entanto, não consigo separar as águas porque ela está comigo no ministério.
Ela tem sido uma auxiliadora fiel a Deus, a mim e ao Seu povo..
Em certo sentido, os dois temos que ter a chamada para o ministério pastoral.
Além disso, não desejo ser fora de casa aquilo que não sou dentro dela e, nessa medida, a Filipa ajuda-me a perceber que só consigo cuidar da Igreja quando primariamente cuidar do meu lar.
O ministério do pastor só é validado por Deus e pelo Seu povo quando aquilo que prega é visível no seu Lar. Até porque, às vezes, a Igreja ouve mais os sermões pregados pelo casamento do pastor, do que os sermões pregados no púlpito.
Assim sendo, posso dizer que hoje a minha família celebra 10 anos de ministério pastoral porque "eu e a minha casa temos servido ao Senhor".
Que Deus nos ajude a permanecermos sempre fiéis.
Obrigado também à IEBGraça pelo seu cuidado ao ajudar-nos a crescer e ao perdoar as nossas falhas.
Orem por nós.
A Deus seja dada toda a Glória.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Eu e o Homeschooling

Dou graças a Deus pelos bons exemplos que tenho visto de Homeschool. Servem para mim de grande testemunho.
Confesso que gostava de ter mais coragem e ser mais disciplinado para que isso acontecesse na minha família.
Tenho pensado muito nesta questão dos filhos e escolas... Acredito cada vez mais que estamos a enviar os nossos filhos para a "guerra" sem os prepararmos com as "armas" necessárias.
Por outro lado, estamos a confiar muito na educação dada por outros aos nossos filhos quando a mesma é, em última análise, responsabilidade dos pais.
Que Deus nos ajude!


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Qual a resposta certa?

Qual é o mais correcto dizer...
a) Quando eu me converti aos 7 anos...
b) Quando Deus me converteu aos 7 anos...

Jesus é Rei

Não podemos entender o Grego Koine (comum) como o nosso português. Homónimas.
A palavra mundo – “Kosmos” – no NT tem 7 significados:
è Universo como um todo - Actos 17:24 – “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra”.
è Usado para definir a terra: João 13:1 - "Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim”. “Passar deste mundo” significa “deixar esta terra”. Efésios 1:4 “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo” - Esta expressão significa “antes de a terra ser fundada”.
è Usado para definir o sistema mundial: João 12:31; 1 João 5:19* e Mateus 4:8
è É usado para definir toda a raça humana: Romanos 3:19
è É usado para definir a humanidade menos os crentes: João 15:18* - Os crentes não “odeiam” a Cristo, assim “o mundo” aponta para os descrentes, em contraste com os crentes que amam a Cristo.
è É usado para definir os Gentios em contraste com os Judeus: Romanos 11:12 - “E, se a sua (Israel) queda é a riqueza do mundo, e a sua (Israel) diminuição, a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude (de Israel)!”. Note como a primeira cláusula em negrito é definida pela última cláusula colocada em negrito. Aqui, novamente, “o mundo” não pode significar toda a humanidade porque ele exclui Israel!
è É usado para definir somente os crentes: João 1:29*; 6:33; 12:47; 2 Coríntios 5:19*.
Mateus 12:26 -> Há um reino de Satanás.
Mateus 12:28 -> Há um reino de Deus.

Ler I João 5:18-21
V19 – 2 verdades:
Nós somos de Deus; O mundo está sob o pode do maligno
Se o poder do maligno está neste mundo, lembrando que Deus é Rei, logo o Diabo é o príncipe deste mundo. Faz-nos lembrar então que este mundo é mau e os tempos em que vivemos são maus.
Vejamos… Efésios 5:16 -> Os dias são mundos.
I Cor. 15:19 -> Há Esperança e a Esperança é Cristo e não está neste mundo.
Daí dizer que temos de mudar de perspectiva -> Saber as razões porque tanto bem acontece num mundo corrompido pelo pecado – Graça comum.
Ele é o príncipe do mundo – Significado do sistema mundial, o que não invalida aspectos da Graça Comum. Tiago 1:27 – Se há algo de bom, deve-se ao nosso Deus.

O que faz Satanás?
II Cor. 4:3-4 – Cega o entendimento das pessoas.
Mateus 13:4, 19 – Satanás retira a palavra do coração dos ímpios.
Mateus 24:24 – Fazem sinais e prodígios para enganar SE POSSÍVEL até os eleitos.
Apocalipse 2:10 – Lança pessoas na prisão e persegue-os.
I Pedro 5:8 – Ele anda ao nosso derredor. Fazendo o quê? Tentando, traz a discórdia e o desânimo. Tenta tirar-nos de Cristo. Significa tudo o que vem antes…

O que ele não faz?
Jó 1:11-12 -> Nada faz que possa surpreender a Deus. Aliás, ele só faz com a permissão de Deus.
João 14:30-31 -> Não tem poder sobre Jesus. Bem tentou…
Jesus é o Rei. Sempre foi e sempre será. Controla todas as coisas. O Diabo age com o mal debaixo SEMPRE da soberania do nosso Deus.

Tenhamos confiança
João 16:11 – Ele já está julgado. Isto é, a sua condenação acontecerá. O que parecia que seria a aparente vitória de Satanás, foi de facto a Sua destruição.
João 17:15 – O mal existe logo não o podemos negar, no entanto Jesus ora por nós.
I Pedro 5:8-9 – Resistir firme na Fé. Não somos os únicos a sofrer.
Tiago 4:7 – 1º Subtermo-nos a Deus; 2º Resistir (na fé); 3º Quem foge? O diabo.
Por vezes dá vontade de desistir tal é a nossa incompreensão com certas coisas, porém temos esta certeza...
John Knox "Embora pareça que Satanás prevaleça contra os eleitos de Deus, no seu propósito final ele será sempre frustrado".

Terminando
I João 4:4-6 -> APLICAR
Samuel Úria “Não tenham medo, que o mundo foi vencido e eu sou aliado. Não tenham mundo, que o medo foi criado, e eu sou doutro lado”.
Deus reina desde sempre, não significa isso que já está na sua plenitude/consumado.
Comparação 2º Guerra Mundial – O dia D (6 de Junho de 1944) por muitos historiadores foi considerado o mais decisivo na 2ª Guerra mundial, porém só foi consumada mais tarde (+-1 ano). É esta ideia.

Hebreus 4:16Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Deus é quem define...

Nós não definimos o amor de Deus e nem a Sua justiça. Foi Deus quem definiu o que era o amor e o que era a justiça.
Neste sentido, as acções de Deus não estão sujeitas ao nosso veredicto.

Romanos 9:20 é muito claro… “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?”

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Devocional...

Somos ladrões da Glória de Deus quando não partilhamos os Seus feitos!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Devocional...

A gratidão para com Deus é a forma de permanecermos firmes mesmo quando as tempestades surgem.

Meditando...

"O amor de Deus é dado aos pecadores por causa de Cristo, mas esse amor não é separado da Sua santidade. Ele é santo e produz santidade. Ele cria a obediência santa do amor".

Jonathan Leeman

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A necessidade desesperante de mentoras maduras

    "Quando tive o primeiro filho, rodeei-me de outras mães que se encontravam na mesma fase da vida. Estávamos todas juntas nas trincheiras da maternidade, encorajando, ajudando e apoiando-nos umas às outras. Esses anos iniciais foram duros e eu não conseguia ver nada além da batalha que estava diante dos meus olhos. A vida era vivida intensamente e eu passava os meus dias a resolver os mais variados problemas e a lidar com os explosivos desafios do dia- a-dia da maternidade.
    Agora que os primeiros anos da maternidade ficaram lá atrás, encontro-me mais tranquila e consigo ver bem o terreno em que estou a pisar. Consigo ver que uma estação já terminou, mas há outras a chegar. E o que agora procuro não é a ajuda e o apoio de mulheres na mesma fase da vida, mas de mulheres que já passaram por ela.
A ordenança de Tito 2
    Na Igreja, temos muitos ministérios dirigidos às mulheres. Temos grupos e estudos específicos para mães e para mulheres mais velhas. Temos estudos bíblicos, chás e retiros.
    A Bíblia não nos fornece muitos detalhes acerca das especificidades do ministério com as mulheres, mas dá-nos esta clara instrução: “Semelhantemente, ensina as mulheres mais velhas a serem reverentes na sua maneira de viver, não caluniadoras nem dadas a muito vinho, mas a serem capazes de ensinar o que é bom. Assim, poderão orientar as mulheres mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos, a serem prudentes e puras, a estarem ocupadas em casa, e a serem bondosas e sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja difamada” (Tito 2:3-5).
    No livro de Tito, Paulo dá instruções acerca do funcionamento da Igreja. Há instruções acerca da forma como deve ser feita a seleção de anciãos e diáconos e também sobre a importância de pregar a Palavra. Em Tito 2, Paulo dá instruções específicas para que as mulheres mais velhas, na Igreja, treinem as mulheres mais jovens. As mulheres mais velhas na fé devem ajudar as mais novas. Devem ensinar-lhes o que significa amar e serem submissas ao marido, como glorificar a Deus no papel de mãe e como deve ser uma mulher de Deus.
Mulheres mais velhas, nós precisamos de vós
    Tenho conversado com mulheres que se encontram na mesma fase da vida que eu e todas concordamos com o seguinte: nós precisamos de mulheres mais velhas. A verdade é que sempre tivemos necessidade de mulheres mais velhas na nossa vida. Precisamos de sabedoria e de orientação na criação dos nossos filhos. Precisamos de encorajamento para amar os nossos maridos. Ao aproximarmo-nos da meia idade, eu e as minhas amigas queremos aprender a arte de bem envelhecer.     Queremos aprender como terminar a carreira da fé sem remorsos. Queremos que a sabedoria das mulheres mais velhas nos guie pelo outono e pelo inverno da nossa vida. Enquanto ansiamos por essa sabedoria e essa orientação, o desafio é encontrar mulheres mais velhas que estejam dispostas a providenciá-las e que sejam capazes de o fazer. Algumas igrejas têm criado programas Tito 2, juntando mulheres mais velhas com mulheres mais novas, tendo como propósito o discipulado. Mas, aquelas que não têm acesso a tais programas, como podem relacionar-se com mulheres mais velhas?
Discipilando e sendo discipuladas
    Se és uma mulher jovem que anseia ter como mentora uma mulher mais velha na fé, ora para que Deus ta providencie. Comunica-te com uma mulher mais velha da tua igreja. Pede-lhe para se encontrarem e diz-lhe que desejas a sua sabedoria e que queres ser discipulada por ela. Às vezes, mulheres assim chegam à tua vida quando menos esperas. Talvez ela não seja a pessoa que te parece mais óbvia, mas alguém que nunca imaginaste nesse papel. Até pode ser mais do que uma pessoa. Confia que Deus nunca falha em providenciar aquilo que realmente necessitamos.
    Se és uma mulher mais velha, por favor, considera a possibilidade de estares disponível para nós. Talvez te pareça que já chegou ao fim o teu tempo de investimento no Corpo. Passaste anos como professora da Escola Dominical ou a preparar refeições para recém-mamãs. Talvez penses que já não tens valor ou que já não és útil na igreja. Isso, simplesmente, não é verdade.
Olha para as mulheres mais jovens da tua igreja e considera aproximar-te de pelo menos uma delas. Convida-as para almoçar. Inteira-te do que se passa na sua vida. Conversa com elas sobre as suas lutas e a sua caminhada na fé. Pergunta-lhes como podes orar por elas.
    Tu nunca deixarás de ser útil no Reino de Deus, independentemente da tua idade. Se estiveres na mesma estação da vida que eu, tu podes tanto ter uma mentora como seres uma mentora. Às vezes, pensamos que o momento certo para discipular outras mulheres é no futuro, quando os filhos tiverem crescido. Contudo, há formas de encorajares as mulheres que estão na fase que tu acabas de deixar para trás. Tu podes orar com elas e por elas. Podes estimulá-las ao amor e às boas obras (Hebreus 10:24). Quando a vida delas estiver sobrelotada com as ingratas tarefas da maternidade, podes relembrá-las quem é o Deus a quem servem e da esperança real que elas têm em Cristo.
    A verdade, mulheres mais velhas, é que vocês são imprescindíveis, independentemente da vossa idade. Nós precisamos da vossa sabedoria. Ensinem-nos, por favor!"
Christina Fox


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Artigo original: http://cbmw.org/public-square/the-desperate-need-for-mature-feminine-mentorship/
Tradução: Dina Rodrigues

terça-feira, 19 de maio de 2015

Lição...

Agradeço a Deus pela Sua providência ao sustentar-me quando nada tenho e ao retirar-me quando penso que tenho tudo.

A Predestinação apresenta um Deus que faz acepção de pessoas?

“A Predestinação apresenta um Deus que faz acepção de pessoas!”

Resposta - "Acepção de pessoa significa aceitação ou rejeição baseada em qualidades ou em um potencial intrínseco de uma pessoa, que venha a motivar esta aceitação ou rejeição. A Predestinação bíblica é INCONDICIONAL, isto é, não é baseada em nada existente NO HOMEM, mas unicamente nos propósitos insondáveis de Deus. Deus não é parcial, mas sim SOBERANO. Suas dádivas são fruto da Graça (Rm. 9.15-18, Mt 20.13-15). De qualquer forma, qualquer sistema teológico apresenta esta dificuldade, pois têm todos a mesma oportunidade? Não. As pessoas nascem em locais e circunstâncias diferentes, uns com mais oportunidades do que outros".
Solano Portela

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Oração pela minha comunidade...

Esta tem sido a minha oração diária pela comunidade da IEBGraça.
Baseada em I Coríntios 2: 1-5.

Meus irmãos, quando estou a pregar-vos a Palavra, não uso muitas palavras de grande sabedoria. Porque, enquanto estiver convosco apenas quero pregar Jesus Cristo e principalmente a Sua morte na cruz. Quando resolvi aceitar o desafio eu tremia de medo, aliás sinto o mesmo ainda nos dias de hoje. Desejo sempre que o meu ensinamento e a minha mensagem não sejam dadas com a linguagem de sabedoria humana, mas com provas firmes do poder do Espírito de Deus para que a fé de cada um de vós não se baseie na sabedoria humana, mas no poder de Deus.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Devocional

"A raiz da ansiedade é a desconfiança em tudo que Deus prometeu dar-nos em Jesus".
John Piper

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Devocional...

Deus não se podia ter alegrado das nossas vidas porque nós estávamos mortos nos nossos pecados e delitos.
O amor salvífico de Deus não depende de nada externo a Ele mesmo.
Deus amou o que não podia ser amado. Ele amou os Seus inimigos ao ponto de serem chamados Seus filhos.
Por isso podemos cantar convictos...

“Graça! Que maravilhosa graça! É imensurável e sem fim. É maravilhosa, é tão grandiosa, é suficiente para mim. É maior que a minha iniquidade, é revelação do amor do Pai. O nome de Jesus engrandecei e a Deus louvai!”

sábado, 25 de abril de 2015

Devocional

Deus não tem compromisso com as coisas que nos agradam, mas sim com as coisas que nós necessitamos.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Currículo?

Temos de ter cuidado com o “Ego” pois este engana-nos, faz-nos ser egocêntricos, puxa pela auto-comiseração e faz com que admiremos o nosso currículo espiritual - valoriza o que fizemos em vez daquilo que Deus fez através de nós. 
Este tipo de mundanismo entra dentro da nossa Igreja sem por vezes darmos conta.
O “currículo” dentro da Igreja é sempre o “currículo” de Deus.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Reconciliação ou hipocrisia?

Romanos 5:1 "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo".

Quando somos reconciliados com Deus certamente iremos viver em paz com Ele. 
Significa isso que:
               1º Não haverá mais acusações (Rom. 8:33)
               Não haverá mais ira (João 3:36)
               3º Seremos tratados como inocentes (Rom. 3:23-26; II Cor. 5:17)

Estas são as bases para uma verdadeira reconciliação entre os Homens. 

No entanto, quando não há reconciliação com o próximo significa isso que:
              1º Viveremos a acusar os erros 
              2º Teremos ira
              3º Trataremos como culpados 

Por outro lado, quando não há reconciliação e há hipocrisia significa isso que:
               - Teremos os  mesmos sentimentos anteriormente descritos disfarçados apenas com um sorriso de ocasião. 

sábado, 18 de abril de 2015

Ministério Pastoral

Muitas vezes, o ministério pastoral, por causa das suas exigências, obriga-nos a estar num nível no qual a nossa vida, em determinados momentos, não consegue corresponder até pelas lutas pessoais que estamos a viver.
Ter que pregar é um acto de grande humildade mas também de grande humilhação.
Ter que aconselhar é algo que nos compete enquanto ministros do Evangelho quando o nosso coração está muitas vezes a clamar por socorro a Deus pelas nossas vidas/famílias.
Não é nada fácil ser pastor.
No entanto, sei que fui chamado por Deus para este ministério. A cada dia que passa sinto cada vez mais as minhas limitações.
Talvez, quem sabe, para perceber que a Sua Graça me basta e que o Seu poder na minha vida se aperfeiçoa na minha fraqueza. Tudo em mim tem que ser acerca de Cristo.
Oremos por cada pastor e, acima de tudo, por cada família pastoral!

Que Deus nos ajude.

Devocional

"O problema do ministério é que temos medo das coisas erradas. Tememos perder a reputação. Somos aterrorizados pelo fracasso do nosso ministério. Fugimos da desaprovação alheia. Mas o único a quem deveríamos temer é a Deus!
Paulo entendeu isso perfeitamente: "(...) pouco me importa se sou julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano" - I Cor. 4:3".
James MacDonald

quarta-feira, 15 de abril de 2015

"A Saída" - Tim Keller (resumo)

2º Capítulo "A Saída" – Tim Keller
Texto Êxodo 14:5-31
Quando lemos a passagem do mar vermelho, tendo uma visão Cristocêntrica da Bíblia, não podemos deixar de a ver como paradigma da salvação que há em Cristo.
A travessia do mar vermelho ensina-nos 3 lições:
O que deixamos para trás: Escravidão
Como saímos: Pela Graça
Por que podemos sair: Pela intervenção do mediador.
Segundo Keller, “não faríamos essas associações sem o restante da Bíblia, mas torna-se tudo mais claro quando examinamos o roteiro geral das Escrituras” porque toda a Escritura aponta a Cristo.
A salvação que há em Cristo é revelador da libertação que tivemos da escravidão, pois a palavra traduzida por redimir, neste texto, tem esse sentido “libertar da escravidão”.
No entanto, como diz Keller, “é possível tirar as pessoas da escravidão, mas não é fácil tirar a escravidão dentro das pessoas”.
A luta contra o pecado é contínua na nossa vida. Mas, mesmo tendo sido libertos, o pecado não desaparece assim que nos tornamos cristãos. Porém, cada vez que o cometemos fica, em certo sentido, mais “fácil voltar a cometê-lo e muito mais difícil resistir-lhe (…) porque toda a vez que pecamos destruímos a capacidade de resistir a esse pecado”.
Precisamos de saber lidar com aquilo que amamos e ver se não amamos mais essas coisas do que a Deus. Percebemos a existência de ídolos na nossa vida, quando alguma coisa é tão importante para nós que nos dá segurança e sentido à nossa vida quando na verdade devia ser Deus.
Nessas coisas podemos incluir profissão, filhos ou até o ministério. Conforme diz Keller “se o sucesso no ministério for mais importante para a sua auto-imagem do que a opinião de Deus a seu respeito, o ministério tornou-se, na prática, um ídolo”.
Percebemos também quem são os nossos ídolos no momento de perda e ficamos não apenas tristes mas também nos sentimos derrotados e, face a isso, perdemos o controlo emocional nas nossas vidas.
Portanto, resta-nos apenas olhar para a libertação que tivemos em Cristo – tal como os hebreus deviam olhar para a travessia do mar vermelho – e perceber que de repente, como afirma Keller “Num instante não estamos regerados e logo a seguir já estamos. Num momento somos órfãos e noutro momento fomos adoptados. (…) Não há processo algum. Ou estamos no domínio das trevas, ou Deus transportou-nos para o reino do Seu filho amado (Col. 1:13)”.
Na travessia do mar vermelho, percebemos também que os Israelitas tinham “diferentes qualidades de fé, mas todos foram igualmente salvos e libertos. Por quê? Porque não somos salvos pela qualidade da nossa fé, mas sim pelo objecto da nossa fé: o Redentor, o Deus que luta por nós. Tudo neste texto declara: Graça, graça, graça. A travessia faz-se pela Graça”.
Por isso, quando lidamos com problemas na nossa vida, olhemos para esta travessia e, então, todas as outras situações parecerão como “picadas de pulgas”.
Pense nesta libertação. Quando mais meditar no que Deus fez, mais santos seremos. Ninguém que lhe foi dada esta graça de ver a Deus, irá encarar o pecado com leviandade.
Keller afirma peremptoriamente “Por que peca? Às vezes, simplesmente porque o pecado é o caminho mais fácil. Permita então que a gratidão que deve ter por Deus preencha o seu coração a tal ponto que diga “Não vou fazer isso”. Mas um dos principais motivos pelos quais pecamos são os nossos ídolos. Pecamos porque somos controlados por ídolos como o medo. No entanto, a graça de Deus liberta-nos dos ídolos”.
Lembre-se também… Quando Deus diz “Eu vos tirei do Egipto e por isso devem ser santos” significa que somos salvos somente pela fé, mas que a mesma tem que ser acompanhada pelas boas obras.
Seja santo, como Deus é santo. 



terça-feira, 14 de abril de 2015

Estudando as Escrituras para encontrar Jesus - Albert Mohler Jr.

Pregar sobre Jesus no Antigo Testamento é algo que nos deve entusiasmar mas ao mesmo tempo pode tornar-se assustador para alguns.
Vivemos numa época chamada de “Deísmo terapêutico moralista” onde as pessoas pensam que apesar de Deus existir, Ele quer apenas que nos portemos bem e que nos sintamos confortáveis neste mundo. Não se pode exigir mais do que isso.
É por este tipo de abordagens que muitas vezes se prega o moralismo bíblico, mas não o Evangelho bíblico. O resultado deste tipo de “método” é percebermos que as pessoas não estão firmadas no Evangelho mas em aspectos práticos que as possam ajudar a ser bem-sucedidas neste mundo.
Em João 5:31-47 encontramos Jesus a afirmar que as Escrituras, ou seja, todo o Antigo Testamento apontam à Si. Como prova disso, apresentou quatro testemunhas da veracidade das Suas palavras. João Baptista, as obras de Jesus, o Pai e as Escrituras.
Sendo assim, temos que analisar as Escrituras, como um todo, pois as mesmas dão testemunho de Jesus. O que acontece muitas vezes, é que olhamos para o Antigo Testamento apenas “para encontrar antecedentes históricos (…) e buscar referências que façam previsões sobre Ele”.
Não podemos ter medo do Antigo Testamento e nem fazermos mau uso dele.
Mohler refere alguns maus usos dos quais destaco alguns:
Os cristãos “dão a entender que o Antigo Testamento é um livro que pertence a outros, que é um território estrangeiro para a Igreja”.
Há dois tipos de divindade entre o Antigo e o Novo e a tendência é rejeitar o Antigo por ser constrangedor sendo até uma tendência marcionista – rejeitar por completo o Antigo Testamento.
Achar que não há continuidade entre Antigo e o Novo, esquecendo-se porém que existe uma “continuidade pela qual o Antigo e a Lei cumprem-se plenamente na pessoa e obra de Cristo.
Vivemos numa época de puro moralismo e, face a isso, os pregadores olham para o Antigo Testamento para retirarem apenas lições morais para ensinarem as pessoas a viverem o seu dia-a-dia. Inclusive, segundo Mohler, até as “histórias bíblicas das crianças estão cheias de visões moralistas”. Por causa disso, vemos gerações habituadas ao “Deísmo terapêutico moralista” e aquilo que as vai alimentando passa apenas por “actualizar e acrescentar novos tópicos à moralização dos adolescentes”. Raramente vemos histórias bíblicas a apontarem a Cristo.
A grande questão levanta-se “Como as Escrituras dão testemunho de Cristo?”
Mohler ajuda-nos a responder a essa perguntar:
Precisamos de compreender, à luz de João 5:39 - serve de texto base - que cada parte, cada aspecto das Escrituras revelam Cristo. Todas as coisas “prefiguram Cristo (…) e levam-nos a ansiar por Ele”.
O Antigo Testamento não é sobre moralismo pois, conforme diz Mohler, “O moralismo não representa o objectivo redentor do texto. Não é assim que ele dá testemunho de Cristo. Há lições morais contidas ali e estaríamos errados se as desconsiderássemos. (…) Mas erramos ao pensar que o moralismo é o ponto central do uso do Antigo Testamento pelo Novo”. Se formos apenas por esta via, estamos a instruir mal a congregação pois estamos a dizer apenas “aquilo que elas gostam de ouvir: que podem agradar a Deus pelo aperfeiçoamento moral”. No entanto, saibamos que o moralismo não salva ninguém.
Como pregadores, segundo Mohler, temos de “pregar Cristo a partir de toda a Escritura e encontrar Cristo não somente no Evangelho do Novo Testamento, mas também no do Antigo. Precisamos deixar que o Novo Testamento ensine-nos a ler o Antigo. Precisamos devolver a Bíblia aos crentes, inteira, intacta, tendo o centro Cristo e o Evangelho da nossa redenção”.



quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pensamentos...

Se o objectivo do pregador for agradar as pessoas, certamente não pregará todo o "conselho de Deus".

Se o objectivo do pregador for facilitar a sua vida perante o rebanho, certamente abandonará a pregação expositiva e sequencial.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Lidando com a ansiedade...

"A fé admite a necessidade de ajuda. O orgulho não. A fé depende de Deus para dar ajuda. O orgulho não. A fé lança as ansiedades em Deus. O orgulho não.
Portanto, a forma de combater a incredulidade do orgulho é admitir livremente que tem ansiedades e prender-se à promessa da Graça futura nas palavras "Ele tem cuidado de vós"".

John Piper em "Lutando contra a incredulidade"

Alpinista rima com Calvinista

Os meus filhos gostam de ver um pouco de bonecos quando acordam. 
Estavam então a ver quando aparece uma personagem e diz "Agora parecemos alpinistas". 
Diz logo a minha filha: "Pai aquele boneco disse que era Calvinista".

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Em Cristo eu sou...

Definindo a nossa identidade em Cristo

É particularmente interessante notar que hoje em dias as pessoas desejam apenas ver as suas vidas melhoradas, mas não transformadas.
O desejo destas pessoas passa apenas por uma remoção de tudo aquilo que lhes possa trazer dor ou sofrimento, não estando assim dispostas a abdicar de algo do qual acham que é seu por direito adquirido.
Quando desejamos ver as nossas vidas melhoradas, mas não transformadas, no fundo estamos a dizer que queremos manter a nossa identidade a todo o custo. Desejamos que as circunstâncias mudem para que então possamos ser plenamente felizes e assim termos a vida com que sempre sonhámos.
O que tem o Evangelho a dizer sobre isso?
O desafio do Evangelho não é melhorar, mas transformar. Convida-nos ao arrependimento (mudança de mente/rumo) e por conseguinte a uma plena transformação da nossa identidade.
Quando desejamos apenas que Deus concerte a nossa vida e não estamos dispostos a sermos transformados por Ele, revelamos apenas um puro egocentrismo.
Entendamos então que nada é nosso (I Cron. 29:14), nada de bom existe em nós (Rom. 3:23) e o que de bom acontece na nossa vida é devido à Graça de Deus (Tiago 1:17).

Sermos transformados é deixar a nossa identidade de lado, para que o Espírito Santo faça a Sua obra para que então possamos assim reflectir a imagem de Cristo.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Oração (5)

Oração baseada em... Salmos 5

Senhor ouve as minhas orações pois preciso tanto de Ti. Reconheço que Tu és Soberano sobre a minha vida.
Anseio pela Tua resposta às minhas preces pois sei que Tu tens o melhor para a minha vida.
Tu não te agradas do mal e nem os maus poderão viver ao teu lado. Certamente que nenhum orgulhoso e arrogante estará junto a Ti.  Tu és Santo.
Obrigado porque através de Cristo eu posso estar na Tua presença. Anseio por esse dia em que estaremos face-a-face. Quero estar ao teu lado por toda a eternidade.
Ajuda-me a suportar todos aqueles que me afrontam e agem para que eu desista do caminho que tens para mim. Castiga-os para que eles possam vir a arrepender-se.

Por isso, sentirei alegria por saber que com a Tua presença sou mais do que vencedor. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Oração... (4)

Baseada em Salmos 4

Obrigado meu Deus por escutares a minha oração, pois sinto o teu alívio e a tua compaixão por mim.
Perdoa-me pelas vezes que eu procuro satisfação e sentido para a minha vida em tantas outras coisas que não em Ti.
Tu fazes maravilhas diárias para com os teus filhos e escutas as nossas orações. Como é bom saber que estás ao nosso lado.
Ajuda-me a respeitar-te e amar-te. Perdoa-me profundamente quando faço algo errado aos teus olhos. Custa-me perceber como as minhas acções muitas vezes não demonstram o quanto Tu me amas.
Quero confiar somente em Ti meu Deus pois enches o meu coração de alegria.

É bom saber que posso dormir em paz porque em Ti há segurança. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Oração...

A minha oração... Baseada em Salmos 3

Senhor meu Deus… Muitas vezes sinto as circunstâncias a determinarem o meu estado de espírito, fazendo-me mesmo perguntar “Será que o meu Deus poderá salvar-me?”.
Quero Senhor ter o foco em Ti pois sei que em Ti há protecção e prazer.
Obrigado porque tens erguido a minha cabeça mesmo diante das adversidades.  
Como é bom sentir a tua resposta no meio do meu clamor. Saber disso, faz com que me deite e acorde em paz porque sei que Tu proteges a minha vida e a da minha família.
Ajuda-me a não ter medo das circunstâncias que me rodeiam, as quais, por vezes, atacam-me com uma força tal.

Vem Senhor. Ajuda-me. Careço da Tua presença e da Tua bênção. 

Oração baseada em Salmos 2

Esta é a minha oração...

Senhor bom Deus, qual a razão das pessoas acharem que a caminhada contigo é mais dura? 
Fazem planos como se Tu não existisses quando na realidade Tu és bom para os teus filhos...
Que o meu viver possa sempre demonstrar que tu és o meu Rei e ajuda-me a servir-te pela alegria que há em ti e a respeitar-te em tudo o que fizer ou pensar.  
Certamente então viverei  em paz.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Oração

Oração baseada em Salmos 1

Senhor meu Deus, ajuda-me a não seguir os conselhos, os caminhos ou até ter conversas que não te glorifiquem.
Ajuda-me a encontrar a encontrar a alegria que há em Ti e na Tua Palavra para que o meu viver Te agrade.
É bom saber que em Ti iremos dar fruto porque nada acontece em vão. Isto traz segurança e conforto para o meu viver.
Obrigado porque me proteges, não por causa do que eu fiz, mas por causa do que Cristo fez por mim!
Em Ti há verdadeira alegria. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

"Está consumado"...

Ouvir aqui: Está Consumado
Saber que "Está consumado" ajuda-nos a passar pela dor de perder um grande amigo...

Letra
Por isso, esse olhar de certeza,
Por isso, caminho sem pressa
Eu sempre renasço das cinzas
Guardei um sorriso pro fim
Eu canto e carrego bandeira
Eu toco viola e tambores
Eu vivo tranquilo e confio
Eu quero é saber mais de cristo

É essa confiança que me põe de pé
Palavra proclamada em meio a indizível dor:
"Está consumado!"
Me agarro a esse brado
E vejo o sorriso de Deus sobre mim
Cordeiro imaculado que se ofereceu
Com o preço de seu sangue conquistou a minha paz
Tudo isso me basta
De pé, como um filho

Recebo o beijo e a bênção de Deus


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Devocional

Se não respondermos aos problemas da vida com as lições que aprendemos do Evangelho, será impossível conseguirmos viver em paz e com gratidão.
Voltemos ao Evangelho!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Devocional

Quando não há arrependimento, há estratégias pecaminosas que se fazem para esconder aquilo que fizemos para que não se venha a saber do nosso pecado. A nossa imagem ficará intacta perante os homens porém permanece impura para com Deus.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Devocional - Reflectindo na Palavra

II Timóteo 1:9-10 
"Deus é que nos salvou e nos chamou de um modo especial. Não foi pelos nossos méritos, mas pelo seu próprio plano e pela graça que desde sempre tinha pensado conceder-nos por meio de Cristo Jesus. Esta graça tornou-se conhecida agora pelo aparecimento do nosso Salvador, Cristo Jesus, que destruiu a morte e fez brilhar a esperança da vida eterna por meio do evangelho."

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Novo ou Velho?

Por vezes perguntam-se se eu gostava apenas ser salvo no fim da minha vida para então reconhecer Jesus como meu Salvador e Senhor. Assim, poderia viver a vida "à minha maneira".
A minha resposta é quase sempre a mesma... Não. A liberdade que há em Cristo traz-me muito mais prazer e alegria do que qualquer privação que possa vir a ter. Viver esta realidade traz-me paz, segurança e conforto.
"Provai, e vede que o Senhor é bom; feliz o homem que n'Ele confia".
Salmos 34:8

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Deus e o Manny mãozinhas.

Tenho 3 filhos pequenos e isso faz com que veja vários desenhos animados.
Um desses desenhos tem o nome de "Manny mãozinhas". Basta apenas um telefonema e ele conserta tudo num instante.
A verdade, é que nós pensamos em Deus como sendo o nosso "Manny mãozinhas", que basta apenas uma oração e ele restaura logo tudo.
No entanto, devemos sabemos esperar em Deus, percebendo que Ele é cuidadoso para connosco e atenta para todos os pormenores da nossa vida.
Assim, quando Deus transforma o nosso carácter para reflectirmos a Sua Santidade, Ele o fará de forma lenta pois atenta para todos os detalhes. É uma caminhada até ao fim da nossa vida.
Até lá "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus" - Salmos 46:10

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Família e Igreja!

Deus me ajude.

"Pois se alguém não é capaz de ser um bom chefe da sua própria família como pode assumir responsabilidades na igreja de Deus?"
1 Timóteo 3:5

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Palestra - Santidade

Palestra dada na Conferência "Um Rei, um plano, um povo, Um Evangelho".

Ontem percebemos que vivemos em dignidade perante o Rei porque recebemos a dignidade/inocência da pessoa do Senhor Jesus Cristo a qual chegou até nós mediante a fé que nos foi dada, sendo que Cristo levou sobre Si a Ira de Deus por causa da nossa pecaminosidade.
Há uma imputação da Ira de Deus em Cristo e uma imputação da justiça de Cristo nas nossas vidas.
Esta declaração da inocência da parte de Deus para connosco, garante-nos a certeza que um dia estaremos com o Senhor Deus e, sabendo da imutabilidade do nosso Deus, percebemos que essa declaração nunca será mudada face a alguma acção nossa. Mais à frente falaremos mais sobre isto!
No entanto, será que a nossa história cristã, em termos terrenos, termina com a declaração da nossa inocência dada por Deus? Será que ser salvo é revelado apenas numa absolvição da nossa culpa? Será que isso não terá reflexos na forma como vivemos a nossa vida?
Hoje falaremos sobre Santificação e a melhor forma de podermos perceber a sua implicação para com o nosso dia-a-dia, passará por percebermos que Deus é Santo
1º Deus é Santo
A palavra “Santo” significa separado, afastado de algo. Ao dizermos que Deus é Santo estamos a referir que ele é separado de toda a criação, porque Ele está além e acima de tudo o que foi criado. Isto acontece por causa da Sua natureza majestosa.
Deus está para além dos homens, dos anjos e, principalmente, do pecado. Quando falamos de separação, referimo-nos sempre a nível moral.
Na verdade, a Sua Santidade é tão sublime que ninguém pode ser santo como Ele é.
Em certo sentido, a Santidade de Deus qualifica tudo o que Deus é. A noção da Sua majestade traz-nos a percepção da nossa pequenez. Por isso, podemos ver várias vezes a afirmação tripla – que é o grau maior – dessa Santidade. Isaías 6:3 E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”. Apocalipse 4:8 E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há-de vir”.
Vários atributos do nosso Deus são qualificados e realçados por causa da Sua Santidade e por isso confiamos que eles são administrados correctamente.
Dois exemplos: A justiça de Deus é Santa então confiamos*. A Sua misericórdia é Santa e por isso descansamos*.
A palavra de Deus também nos diz que a Santidade de Deus é a garantia da Sua Promessa e da Sua Fidelidade - Salmos 89:34-36 Não quebrarei a minha aliança, não alterarei o que saiu dos meus lábios. Uma vez jurei pela minha santidade que não mentirei a Davi. A sua semente durará para sempre, e o seu trono, como o sol diante de mim”.
2. Homem antes da Queda
Devido à Santidade do nosso Deus, Ele criou o homem à Sua imagem e semelhança - Génesis 1:27E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Ou seja, isto faz com que o Homem seja diferente de tudo o que foi criado, como também revela que em termos morais o homem era bom e recto antes da queda.
Catecismo de Heidelberg afirma “Deus criou o homem bom e à Sua imagem, isto é, em verdadeira justiça e santidade para conhecer correctamente a Deus, seu Criado, amá-lo de todo o coração e viver com Ele em eterna felicidade, para louvá-lo e glorificá-lo”.
O relacionamento entre o homem e Deus era assim muito peculiar. O homem era semelhante a Deus no sentido do raciocínio, intelecto, vontade e sentimento.
Em termos morais, o homem era semelhante a Deus no sentido que era bom e sem pecado. Significava isso que o homem podia olhar para Deus sendo que podia escolher o bem e o mal. Tinha pleno arbítrio nas suas escolhas.
3. A queda
No entanto, como sabemos, esta natureza pura ficou corrompida em “Adão e Eva” e, como consequência disso, toda a natureza humana ficou “contaminada” pelo pecado. Nessa medida, todo o ser humano é concebido e nascido em pecado.
Através de um só homem veio a morte espiritual para todos os homens - I Cor. 15:21 Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem”.
O Homem ao ser criado como imagem e semelhança de Deus deveria reflectir a imagem de Deus. Como percebemos no relato de Génesis foi algo que não aconteceu pois o Homem perdeu-se nas suas próprias subtilezas e astúcias - Eclesiastes 7:29 Deus fez o homem recto mas ele perdeu-se nas suas subtilezas”.
Não pode ser imputada a culpa a Deus porque Ele é Perfeito em tudo o que faz por causa da Sua Santidade. Todas as Suas acções são rectas - Deuteronómio 32:4Ele é a Rocha, as suas obras são perfeitas, e todos os seus caminhos são justos. É Deus fiel, que não comete erros; justo e recto ele é”.
Na queda do homem percebemos que a santidade da criatura é mutável, porque se fosse imutável, Adão não teria pecado.
Nós não queremos e nem desejamos ser iguais a Adão porque perante a tentação teve oportunidade para mostrar a sua santidade e, no entanto, escolheu pecar.
Todo o pecado mostra uma profunda insatisfação com Deus, porque o pecado tem como objectivo retirar a alegria e o prazer de viver com Deus.
O pecado, por vezes, é associado apenas a coisas más e chocantes. Aparenta ser belo e saboroso. O pecado cega-nos porque faz com que nos apaixonemos por ele. De tal forma que, muitas vezes, somos confrontados com a realidade do pecado e negamos de imediato porque o desejamos intimamente.
O Diabo sabe as coisas de que gostamos e seduz-nos com coisas que dão sensação de pertença e de puro prazer, mas que na verdade não glorificam a Deus.
O pecado, seja ele qual for, cria expectativas que o nosso prazer vai ser satisfeito, mas, na verdade, quem o comete (como eu), percebe que todo o prazer que ele traz é momentâneo e os seus efeitos são devastadores.
Recentemente falámos, na IEBGraça, da história de David com Bate-Seba* e percebemos que quando não há arrependimento, há estratégias pecaminosas que se fazem para esconder aquilo que fizemos para que não se venha a saber do nosso pecado. A nossa imagem ficará intacta perante os homens porém permanece impura para com Deus.
Na Bíblia não há outra forma de lidar com o pecado a não ser através do arrependimento para que a nossa comunhão com Cristo possa ser restaurada porque tal como diz Kevin DeYoung “Quando pecamos, a nossa união com Cristo não corre risco. Mas a nossa comunhão sim”.
Deus não tem prazer no pecado e nem no pecador não arrependido. Não significa isso que lide com o ser humano com os nossos sentimentos pecaminosos, mas sim com os sentimentos que advêm da Sua própria Santidade. Daí falarmos, porque a Bíblia o afirma, da Ira de Deus sobre homens perversos. Salmos 5:5 Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade”.
Por isso… Cristo é a nossa Esperança.
4. Cristo é a nossa Esperança
Tal como já percebemos, a justificação é o meio pelo qual Deus declara justos aqueles que, por meio da fé em Cristo, se arrependem dos seus pecados. Assim, somos santos/separados para Deus em termos posicionais por causa de Cristo.
Sermos santos não é algo que possamos fazer para conquistar esse “estado” mas sim reconhecer que a Obra de Cristo é Suficiente. Ao percebermos isso, seremos assim Santos-Separados para Deus por causa do que Cristo fez.
Esta Obra de Cristo é poderosa e eficaz.
Não foi pelas nossas obras que fomos salvos, mas sim pela Obra de Cristo.  Não é pelas obras que permanecemos salvos, mas sim pela obra eficaz de Cristo.
Se nós perdêssemos a salvação por algo que tivéssemos feito, então é porque a nossa salvação dependeria do nosso desempenho e não do desempenho de Cristo.
Afirmemos pois convictamente que Cristo é a Esperança do Homem.
Tendo a certeza desta salvação que temos em Cristo, precisamos saber que Deus criou-nos para reflectirmos a Sua Imagem.
Por isso, o nosso desejo enquanto cristãos passa por sermos iguais a Cristo e não iguais a Adão, pois quando Cristo estava perante a tentação, escolheu dizer não porque sabia quem era e para onde ia.
Jesus é o resplendor da Glória de Deus e não Adão - Hebreus 1:3 O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exacta do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa”.
Jesus é o novo Adão em termos de Vida - 1 Coríntios 15:21 Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem”.
Logo, a nossa vida tem que ser sempre acerca de Cristo. E é neste sentido que devemos reflectir a Sua santidade no nosso dia-a-dia até porque é uma ordem divina - 1 Pedro 1:15-16 Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo".
Deus não salva o homem pela Sua obediência, mas salva-o para que ele O obedeça.
5. Nós e a Santificação
A Santificação que acontece nas nossas vidas é a forma pela qual o Espírito Santo opera em nós, para que todo o nosso ser possa resplandecer a imagem de Deus.
Quando medimos o amor de Deus pela Cruz, tal como cantamos num hino, tudo aquilo que possamos fazer é diminuto.
Nesse sentido, o pecado na vida do cristão deve ser considerado a excepção e não a regra. Se tratamos o pecado por tu (Intimidade), é porque já estamos a tratar o Espírito Santo por você há algum tempo.
Tal como o Pr. Tiago Cavaco referiu ontem, o Espírito Santo age em nós manifestando o Seu fruto, logo não agimos como base no nosso temperamento mas com base naquilo que o Espírito faz em nós.
Não devemos dizer que estamos livres de pecar mas também não devemos desistir de lutar. A luta contra o pecado é o reflexo da Santificação a acontecer na nossa vida. Em certo sentido, é ter muito mais a percepção das tentações que teremos que enfrentar, do que perceber o quanto já crescemos.
Kevin DeYoung “Santificação, portanto, será marcada por mais arrependimento do que perfeição”.
Devemos no entanto saber que não estamos sós neste processo de santificação.
Qual é então a nossa parte no processo de Santificação? Cabe somente tudo a Deus e a nós nada?
A Santificação é uma obra de Deus. Vemos isso em 1 Tessalonicenses 5:23E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Qual a nossa parte? Vemos a resposta em Romanos 8:13Se viverem conforme tais inclinações, estão a caminhar para a morte; mas se pelo Espírito fizerem morrer as acções pecaminosas, então viverão”. Logo percebemos que Deus, através do Seu Santo Espírito, e o Homem cooperam em conjunto.
Filipenses 2:12 Trabalhem ou desenvolvam a vossa salvação com temor e tremor”. O significado da palavra “desenvolver” passa por trabalhar com afinco ao realizar ou completar algo. Há muitas interpretações erradas deste texto. Não lemos, de forma alguma, que somos nós que temos de adquirir a nossa salvação ou até, fazermos alguma coisa para completarmos a salvação em Cristo. Esta é a ideia do Ascetismo combatida no livro de Colossenses. Cristo cumpriu as exigências no nosso lugar!
O que significa então? Wayne Grudem, na sua teologia sistemática, responde desta maneira: “Santificação é uma obra progressiva da parte de Deus e do homem que nos torna cada vez mais livres do pecado e semelhantes a Cristo em nossa vida presente”.
Não significa isto que este processo seja feito em graus de igualdade ou de importância mas que ambos têm a sua participação. Porque se somos capazes de fazer alguma coisa, fazemos porque o Espírito nos capacita.
As nossas acções que visam a nossa santificação são sempre capacitadas por Deus e, quando isso acontece, sabemos que no Senhor nada é em vão.
Deus coloca no nosso coração, o desejo e a vontade, de sermos mais como Ele para então resplandecermos a Sua imagem como astros no mundo.
Devemos fugir de tudo aquilo que nos leva a agir na carne e não no Espírito. Pessoas, Locais, Conversas, Internet, etc…
Como responder ao Espírito e à Sua vontade deixada no nosso coração? Como lutar pela Santificação?
Ler e Meditar na Sua Palavra* (Salmos 1:2); Orar* (Efésios 6:18); Adorar* (Ef. 5:18-20); Testemunhar* (Mat. 28:19-20); Viver em Comunhão* (Heb.10:24-25) e autodisciplina* (Gál. 5:23).
A Santificação é algo em que Deus e o Homem cooperam em conjunto. Contudo, a Igreja também é exortada a estimular os seus membros a viverem vidas santas conforme lemos em Hebreus 3:13: “Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado”.
Por vezes o que se passa em muitas comunidades, é que se exige mais Santidade aos novos convertidos do que àqueles que têm anos e anos de Igreja.
6. Algumas considerações…
Santidade reflectida no nosso ser
Se o nosso conhecimento da Palavra mesmo podendo ter todos os conceitos certos não redundar em santificação, para nada vale.
Posso saber a teologia sistemática toda mas se isso não fizer com que eu seja um bom cristão sendo um bom marido, pai, filho, vizinho, etc. para nada serve.
A Bíblia é muito clara no propósito da eleição salvífica - Efésios 1:4 Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”.
É impossível perante a Bíblia dizer que fomos salvos e vivermos como queremos!
Cristo não preenche buracos na nossa vida. Ele tem de ser a nossa vida! Mostramos pelas nossas acções que realmente pertencemos a Ele.
Deus não nos perdoa pelo máximo de tempo que conseguimos estar sem pecar mas sim quando mostramos e vivemos arrependimento genuíno!
Santidade reflectida na família – Ideia do Voddie Baucham
A forma como tem investido no seu lar mostra mais preocupação com a produtividade dos vossos filhos na Sociedade - que é algo importante - ou com a santidade deles?
Na verdade, por vezes projectamos para a Igreja aquilo que nos foi confiado. O trabalho da Igreja com os nossos filhos deve ser apenas um complemento àquilo que é dado no lar.
Enquanto cristãos, temos de investir espiritualmente nos nossos filhos antes que o mundo exerça a sua influência sobre as suas vidas.
Santidade reflectida no nosso relacionamento com o próximo
Como lidamos com o erro dos nossos irmãos? Teremos ajudado o nosso irmão a crescer em Santidade ou apenas usamos os seus erros para comentarmos ou mostrarmos que somos melhores do que eles? Devemos ter em atenção a Parábola do Fariseu e do publicano.
A nossa santificação não serve para exibirmos que somos melhores do que os outros mas sim para mostrarmos aquilo que Deus pode fazer na vida de cada um.
Quem usa o seu currículo é porque ainda não entendeu a Maravilhosa Graça do nosso Deus.
A Justificação pela Fé gera obrigatoriamente a Santificação a qual é reflectida no nosso relacionamento com Cristo e com os nossos irmãos.
O que acontece é que muitas das vezes as pessoas depois de terem pecado e mostrado arrependimento, não querem voltar às Igrejas com a vergonha de serem chamadas pelo pecado cometido, em vez de serem chamadas de “santas”.
Que Deus nos ajude.