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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Família

Desde algum tempo a esta parte, enquanto família, tomámos a opção de investir cada vez mais no nosso lar.
Significa isto que a Filipa abdicou do seu “lado profissional” para investir o seu tempo a servir na Igreja Baptista da Graça – temos a visão de família pastoral - e, acima de tudo, na edificação do nosso lar. Provérbios 14:1 tem sido um versículo que tem ecoado na nossa mente “Toda mulher sábia edifica a sua casa”.
Queremos que ela esteja disponível, em todos os aspectos, para servir os nossos filhos com todo o cuidado que eles necessitam, assim como, também, para fazer uma filtragem de tudo o que eles recebem de “lá de fora” enquanto frequentam o ensino público.
Sendo assim, desde há 1 ano para cá, ela está a trabalhar no nosso lar e ajuda-me também a servir na comunidade Baptista da Graça com um cuidado que apenas uma mulher de Deus o pode fazer.
Muitas vezes ouvimos dizer “Isso é o ideal. Tomáramos nós conseguir fazer isso. Se a Filipa deixou o trabalho, é porque vocês podem financeiramente”. No entanto, basta verem o nosso extracto bancário para verem que o aspecto que mais faz equilibrar o nosso orçamento é a fé. É um exercício diário.
A verdade é que nunca tínhamos usado o Serviço Nacional de Saúde como agora. Receber roupa usada para os nossos filhos é uma das maiores bênçãos que Deus nos tem dado. Temos tido ofertas que não contávamos e que servem simplesmente para pagar contas em atraso. É impressionante como, por vezes, recebemos o valor em falta ao cêntimo.Vemos também a graça de Deus quando sou Pastor de uma comunidade que me honra financeiramente.
A nossa experiência tem-nos dito que a providência de Deus nunca falha mesmo quando o nosso orçamento ou saldo de conta têm saldo negativo. Ele arranja sempre forma de nos sustentar, nem que seja com um mero acerto da EDP.
Hoje tivemos que comunicar na escola do Samuel que este era o último mês que ele ia. Explicámos a visão que temos para a família – sempre a partir da nossa fé em Cristo - e, face a isso, à contenção de custos que teremos de fazer para que a Filipa fique em casa. Assim esperamos pelo dia em que O Samuel tenha vaga numa escola pública.
Achava eu que iam reagir mal. Qual não foi o nosso espanto quando a directora da escola diz “A sério? Eu estou tão feliz com a vossa visão. Já perdemos estes valores há muito tempo e isso está a notar-se no estado das nossas crianças. Daí perceber a razão dos seus filhos serem diferentes. Não desistam desta visão. Levem-na até onde conseguirem”. Respondi-lhe “Amém. Somente Deus para nos ajudar”.
Tem sido uma bênção conseguirmos ter tempo com os nossos filhos. Eles chegam bastante cedo a casa, podemos brincar com eles, estarmos disponíveis mentalmente para eles e, acima de tudo, termos tempo em família com Deus.
De facto há muitas privações e muita “boca no pó” mas confiamos que o Senhor nos honrará nesta caminhada familiar.
Preocupamo-nos tanto que os nossos filhos sejam bons estudantes, músicos ou até desportistas, mas a nossa principal preocupação como pais é levar os nossos filhos até Cristo.

A nossa oração é para que Deus nos ajude para que o nosso lar seja sempre uma imagem visível do Seu Evangelho. Assim Ele nos ajude.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A maravilhosa graça de Deus na vida da minha filha Raquel...

Raquel
Ao fim de um ano e meio de casados desejámos muito ter um filho. Andámos cerca de 1 ano a tentar engravidar. No entanto, ao Senhor Deus não lhe pareceu bem que isso acontecesse. Cheguei, inclusive, a falar com um médico para perceber se tínhamos alguma dificuldade em engravidar, não que isso fosse um problema em si, mas para perceber se humanamente falando podíamos fazer alguma coisa.
Foi precisamente nessa altura de espera pela consulta que tivemos esta grande notícia. A Filipa estava grávida.
Depois do nascimento da nossa filha, ficámos a saber que ela tinha uma luxação na anca. Durante 3 meses teve que andar com um suporte nas pernas. Não podia vestir sequer umas calças. Pela graça de Deus ela nasceu no Verão.
Nesta altura, parecia que o mundo ia desabar com aquilo que tinha acontecido. Muitas perguntas e nenhumas respostas. Confiar e seguir em frente foi o que fizemos.
Quando a Raquel tinha 3 anos, passámos por um dos momentos mais difíceis na nossa vida. Digo, o mais difícil. Foi-lhe diagnosticado uma pericardite e esteve mesmo próximo o momento de perdermos a Raquel. Acreditamos que Deus fez um milagre na vida dela, mas, acima de tudo, fez um milagre na minha vida. Ajudou-me a perceber que Deus sabe o que faz e que Ele é bom. Quer fosse a vida ou a morte, Deus é sempre bom. Foi um momento importante para recuperar sentimentos que antes nunca tive.
A pergunta nos momentos difíceis era sempre a mesma “Senhor Deus tivemos tanta dificuldade em engravidar e isto agora está a acontecer? Como é possível? Esta menina é o encanto de qualquer pai”.
Tudo passou… Muitas mudanças houve e a nossa filha teve sempre um comportamento exemplar e de uma fidelidade a Deus tremenda.
Neste mês de Setembro, a Raquel foi para a escola primária. O sonho dela de aprender a ler está cada vez mais próximo de se concretizar. "Eu quero aprender a ler para poder ler a Bíblia na Igreja e também para contar histórias aos meus manos" - diz a Raquel sempre muito convicta.
A primeira semana foi muito dura para ela e para nós enquanto pais. A professora e as auxiliares estavam e estão todas contentes com o comportamento da nossa filha. “Tomara eu que todas os alunos fossem como a Raquel” – disse a professora aquando a minha pergunta de como andava a minha filha.
Viemos a perceber, no segundo dia de aulas, que a Raquel estava triste. Ninguém brincava com ela no intervalo e, face a isso, dizia que nesses momentos olhava para o espelho e cantava músicas para si. Não sabia os nomes de ninguém e os colegas “faziam brincadeiras que eu não gosto como dos empurrões” – disse ela com um olhar muito triste.
Cada vez que ia deixar a minha filha, quer de manhã como na hora do almoço, reparava no olhar triste. Eu e a mãe ficávamos de coração partido.
Ontem ela veio toda feliz para casa. Pensava eu que era por ir ver o irmão que tinha nascido há pouco tempo. “Não papá. Eu estou feliz porque já sei o nome de 3 colegas meus e brinquei com eles aos balões. Até gritei no intervalo papá” – disse-me a Raquel com ar feliz.
Fiquei emocionado por ver como Deus está a fazer as coisas. Acredito que este caminho não será sempre a subir.
A vida é dura. Uma caminhada bem difícil. No entanto, como diz Corrie Tem Boom “Se Deus manda por caminhos tortuosos, é porque já nos deu os sapatos necessários para essa caminhada”.
Deus é bom e para sempre bom ainda que a vida possa trazer momentos bem duros. Várias razões podia invocar. No entanto, chego sempre a esta conclusão… Acontecerem coisas “más” é algo natural num mundo decaído. Então, tenho que pensar na razão pela qual acontecem coisas boas. Perceber esta diferença é um alívio e traz paz à nossa alma.

Qual a lição que aprendemos do Evangelho?

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Princesa


Agradeço ao Senhor pela bênção que Ele me concedeu há 6 anos.
De facto Deus dá-nos mais do que aquilo que pensamos ou imaginamos.
Deus te abençoe, guarde e use para a Sua Glória.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Aniversário Igreja Baptista da Graça

Ontem, a comunidade onde servimos como família pastoral fez 54 anos.
Pela graça de Deus tudo correu bem.
A minha filha (5anos) fez uns convites para as educadoras da escola dela e, no fim do culto, ficou toda contente porque uma delas visitou-nos pela primeira vez.
Deus abençoe a educadora C.