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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A maravilhosa graça de Deus na vida da minha filha Raquel...

Raquel
Ao fim de um ano e meio de casados desejámos muito ter um filho. Andámos cerca de 1 ano a tentar engravidar. No entanto, ao Senhor Deus não lhe pareceu bem que isso acontecesse. Cheguei, inclusive, a falar com um médico para perceber se tínhamos alguma dificuldade em engravidar, não que isso fosse um problema em si, mas para perceber se humanamente falando podíamos fazer alguma coisa.
Foi precisamente nessa altura de espera pela consulta que tivemos esta grande notícia. A Filipa estava grávida.
Depois do nascimento da nossa filha, ficámos a saber que ela tinha uma luxação na anca. Durante 3 meses teve que andar com um suporte nas pernas. Não podia vestir sequer umas calças. Pela graça de Deus ela nasceu no Verão.
Nesta altura, parecia que o mundo ia desabar com aquilo que tinha acontecido. Muitas perguntas e nenhumas respostas. Confiar e seguir em frente foi o que fizemos.
Quando a Raquel tinha 3 anos, passámos por um dos momentos mais difíceis na nossa vida. Digo, o mais difícil. Foi-lhe diagnosticado uma pericardite e esteve mesmo próximo o momento de perdermos a Raquel. Acreditamos que Deus fez um milagre na vida dela, mas, acima de tudo, fez um milagre na minha vida. Ajudou-me a perceber que Deus sabe o que faz e que Ele é bom. Quer fosse a vida ou a morte, Deus é sempre bom. Foi um momento importante para recuperar sentimentos que antes nunca tive.
A pergunta nos momentos difíceis era sempre a mesma “Senhor Deus tivemos tanta dificuldade em engravidar e isto agora está a acontecer? Como é possível? Esta menina é o encanto de qualquer pai”.
Tudo passou… Muitas mudanças houve e a nossa filha teve sempre um comportamento exemplar e de uma fidelidade a Deus tremenda.
Neste mês de Setembro, a Raquel foi para a escola primária. O sonho dela de aprender a ler está cada vez mais próximo de se concretizar. "Eu quero aprender a ler para poder ler a Bíblia na Igreja e também para contar histórias aos meus manos" - diz a Raquel sempre muito convicta.
A primeira semana foi muito dura para ela e para nós enquanto pais. A professora e as auxiliares estavam e estão todas contentes com o comportamento da nossa filha. “Tomara eu que todas os alunos fossem como a Raquel” – disse a professora aquando a minha pergunta de como andava a minha filha.
Viemos a perceber, no segundo dia de aulas, que a Raquel estava triste. Ninguém brincava com ela no intervalo e, face a isso, dizia que nesses momentos olhava para o espelho e cantava músicas para si. Não sabia os nomes de ninguém e os colegas “faziam brincadeiras que eu não gosto como dos empurrões” – disse ela com um olhar muito triste.
Cada vez que ia deixar a minha filha, quer de manhã como na hora do almoço, reparava no olhar triste. Eu e a mãe ficávamos de coração partido.
Ontem ela veio toda feliz para casa. Pensava eu que era por ir ver o irmão que tinha nascido há pouco tempo. “Não papá. Eu estou feliz porque já sei o nome de 3 colegas meus e brinquei com eles aos balões. Até gritei no intervalo papá” – disse-me a Raquel com ar feliz.
Fiquei emocionado por ver como Deus está a fazer as coisas. Acredito que este caminho não será sempre a subir.
A vida é dura. Uma caminhada bem difícil. No entanto, como diz Corrie Tem Boom “Se Deus manda por caminhos tortuosos, é porque já nos deu os sapatos necessários para essa caminhada”.
Deus é bom e para sempre bom ainda que a vida possa trazer momentos bem duros. Várias razões podia invocar. No entanto, chego sempre a esta conclusão… Acontecerem coisas “más” é algo natural num mundo decaído. Então, tenho que pensar na razão pela qual acontecem coisas boas. Perceber esta diferença é um alívio e traz paz à nossa alma.

Qual a lição que aprendemos do Evangelho?