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quarta-feira, 15 de abril de 2015

"A Saída" - Tim Keller (resumo)

2º Capítulo "A Saída" – Tim Keller
Texto Êxodo 14:5-31
Quando lemos a passagem do mar vermelho, tendo uma visão Cristocêntrica da Bíblia, não podemos deixar de a ver como paradigma da salvação que há em Cristo.
A travessia do mar vermelho ensina-nos 3 lições:
O que deixamos para trás: Escravidão
Como saímos: Pela Graça
Por que podemos sair: Pela intervenção do mediador.
Segundo Keller, “não faríamos essas associações sem o restante da Bíblia, mas torna-se tudo mais claro quando examinamos o roteiro geral das Escrituras” porque toda a Escritura aponta a Cristo.
A salvação que há em Cristo é revelador da libertação que tivemos da escravidão, pois a palavra traduzida por redimir, neste texto, tem esse sentido “libertar da escravidão”.
No entanto, como diz Keller, “é possível tirar as pessoas da escravidão, mas não é fácil tirar a escravidão dentro das pessoas”.
A luta contra o pecado é contínua na nossa vida. Mas, mesmo tendo sido libertos, o pecado não desaparece assim que nos tornamos cristãos. Porém, cada vez que o cometemos fica, em certo sentido, mais “fácil voltar a cometê-lo e muito mais difícil resistir-lhe (…) porque toda a vez que pecamos destruímos a capacidade de resistir a esse pecado”.
Precisamos de saber lidar com aquilo que amamos e ver se não amamos mais essas coisas do que a Deus. Percebemos a existência de ídolos na nossa vida, quando alguma coisa é tão importante para nós que nos dá segurança e sentido à nossa vida quando na verdade devia ser Deus.
Nessas coisas podemos incluir profissão, filhos ou até o ministério. Conforme diz Keller “se o sucesso no ministério for mais importante para a sua auto-imagem do que a opinião de Deus a seu respeito, o ministério tornou-se, na prática, um ídolo”.
Percebemos também quem são os nossos ídolos no momento de perda e ficamos não apenas tristes mas também nos sentimos derrotados e, face a isso, perdemos o controlo emocional nas nossas vidas.
Portanto, resta-nos apenas olhar para a libertação que tivemos em Cristo – tal como os hebreus deviam olhar para a travessia do mar vermelho – e perceber que de repente, como afirma Keller “Num instante não estamos regerados e logo a seguir já estamos. Num momento somos órfãos e noutro momento fomos adoptados. (…) Não há processo algum. Ou estamos no domínio das trevas, ou Deus transportou-nos para o reino do Seu filho amado (Col. 1:13)”.
Na travessia do mar vermelho, percebemos também que os Israelitas tinham “diferentes qualidades de fé, mas todos foram igualmente salvos e libertos. Por quê? Porque não somos salvos pela qualidade da nossa fé, mas sim pelo objecto da nossa fé: o Redentor, o Deus que luta por nós. Tudo neste texto declara: Graça, graça, graça. A travessia faz-se pela Graça”.
Por isso, quando lidamos com problemas na nossa vida, olhemos para esta travessia e, então, todas as outras situações parecerão como “picadas de pulgas”.
Pense nesta libertação. Quando mais meditar no que Deus fez, mais santos seremos. Ninguém que lhe foi dada esta graça de ver a Deus, irá encarar o pecado com leviandade.
Keller afirma peremptoriamente “Por que peca? Às vezes, simplesmente porque o pecado é o caminho mais fácil. Permita então que a gratidão que deve ter por Deus preencha o seu coração a tal ponto que diga “Não vou fazer isso”. Mas um dos principais motivos pelos quais pecamos são os nossos ídolos. Pecamos porque somos controlados por ídolos como o medo. No entanto, a graça de Deus liberta-nos dos ídolos”.
Lembre-se também… Quando Deus diz “Eu vos tirei do Egipto e por isso devem ser santos” significa que somos salvos somente pela fé, mas que a mesma tem que ser acompanhada pelas boas obras.
Seja santo, como Deus é santo.