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terça-feira, 14 de abril de 2015

Estudando as Escrituras para encontrar Jesus - Albert Mohler Jr.

Pregar sobre Jesus no Antigo Testamento é algo que nos deve entusiasmar mas ao mesmo tempo pode tornar-se assustador para alguns.
Vivemos numa época chamada de “Deísmo terapêutico moralista” onde as pessoas pensam que apesar de Deus existir, Ele quer apenas que nos portemos bem e que nos sintamos confortáveis neste mundo. Não se pode exigir mais do que isso.
É por este tipo de abordagens que muitas vezes se prega o moralismo bíblico, mas não o Evangelho bíblico. O resultado deste tipo de “método” é percebermos que as pessoas não estão firmadas no Evangelho mas em aspectos práticos que as possam ajudar a ser bem-sucedidas neste mundo.
Em João 5:31-47 encontramos Jesus a afirmar que as Escrituras, ou seja, todo o Antigo Testamento apontam à Si. Como prova disso, apresentou quatro testemunhas da veracidade das Suas palavras. João Baptista, as obras de Jesus, o Pai e as Escrituras.
Sendo assim, temos que analisar as Escrituras, como um todo, pois as mesmas dão testemunho de Jesus. O que acontece muitas vezes, é que olhamos para o Antigo Testamento apenas “para encontrar antecedentes históricos (…) e buscar referências que façam previsões sobre Ele”.
Não podemos ter medo do Antigo Testamento e nem fazermos mau uso dele.
Mohler refere alguns maus usos dos quais destaco alguns:
Os cristãos “dão a entender que o Antigo Testamento é um livro que pertence a outros, que é um território estrangeiro para a Igreja”.
Há dois tipos de divindade entre o Antigo e o Novo e a tendência é rejeitar o Antigo por ser constrangedor sendo até uma tendência marcionista – rejeitar por completo o Antigo Testamento.
Achar que não há continuidade entre Antigo e o Novo, esquecendo-se porém que existe uma “continuidade pela qual o Antigo e a Lei cumprem-se plenamente na pessoa e obra de Cristo.
Vivemos numa época de puro moralismo e, face a isso, os pregadores olham para o Antigo Testamento para retirarem apenas lições morais para ensinarem as pessoas a viverem o seu dia-a-dia. Inclusive, segundo Mohler, até as “histórias bíblicas das crianças estão cheias de visões moralistas”. Por causa disso, vemos gerações habituadas ao “Deísmo terapêutico moralista” e aquilo que as vai alimentando passa apenas por “actualizar e acrescentar novos tópicos à moralização dos adolescentes”. Raramente vemos histórias bíblicas a apontarem a Cristo.
A grande questão levanta-se “Como as Escrituras dão testemunho de Cristo?”
Mohler ajuda-nos a responder a essa perguntar:
Precisamos de compreender, à luz de João 5:39 - serve de texto base - que cada parte, cada aspecto das Escrituras revelam Cristo. Todas as coisas “prefiguram Cristo (…) e levam-nos a ansiar por Ele”.
O Antigo Testamento não é sobre moralismo pois, conforme diz Mohler, “O moralismo não representa o objectivo redentor do texto. Não é assim que ele dá testemunho de Cristo. Há lições morais contidas ali e estaríamos errados se as desconsiderássemos. (…) Mas erramos ao pensar que o moralismo é o ponto central do uso do Antigo Testamento pelo Novo”. Se formos apenas por esta via, estamos a instruir mal a congregação pois estamos a dizer apenas “aquilo que elas gostam de ouvir: que podem agradar a Deus pelo aperfeiçoamento moral”. No entanto, saibamos que o moralismo não salva ninguém.
Como pregadores, segundo Mohler, temos de “pregar Cristo a partir de toda a Escritura e encontrar Cristo não somente no Evangelho do Novo Testamento, mas também no do Antigo. Precisamos deixar que o Novo Testamento ensine-nos a ler o Antigo. Precisamos devolver a Bíblia aos crentes, inteira, intacta, tendo o centro Cristo e o Evangelho da nossa redenção”.



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